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O débito da Metalúrgica Vale Azul soma R$ 4,1 milhões na planilha da Receita. São R$ 2 milhões de principal, R$ 1,5 milhão de multa de ofício e R$ 600 mil de juros pela Selic desde o fato gerador.
O voto de qualidade apagou a multa. O débito caiu para R$ 2,6 milhões no dia em que o acórdão ficou definitivo, sem que a empresa precisasse pedir nada.
Pagando em 90 dias, a metalúrgica também deixa os R$ 600 mil de juros. O valor final é o principal: R$ 2 milhões, à vista ou em 12 parcelas próximas de R$ 167 mil mais Selic.
O caminho judicial cobra outro preço. Não paga, a dívida vai para inscrição em dívida ativa e recebe o encargo legal de 20% do Decreto-Lei 1.025, de 1969. Sem multa, a base é de R$ 2,6 milhões e o encargo soma R$ 520 mil.
Para embargar a execução fiscal, a empresa precisa garantir o juízo, com depósito, fiança bancária ou seguro garantia (apólice que cobre o débito se a empresa perder). O seguro custa um prêmio anual, e a Selic continua correndo sobre o principal durante todo o processo.
O roteiro abaixo organiza a decisão dentro dos 90 dias.
1. Fixar a data: anotar o dia da ciência do acórdão definitivo e contar os 90 dias a partir dela.
2. Separar as parcelas do débito: principal, multa excluída e juros, cada valor com a fonte da Receita.
3. Medir a tese: ler os votos vencidos do acórdão e buscar decisões dos tribunais federais sobre o mesmo ponto.
4. Somar o custo do processo: encargo de 20%, prêmio do seguro garantia, Selic dos anos de espera e honorários.
5. Checar o caixa: confirmar se a empresa tem prejuízo fiscal para abater e se aguenta 12 parcelas.
6. Registrar a escolha: formalizar com o cliente o caminho e o motivo, com a planilha anexa.
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Com tese fraca no Judiciário, os 90 dias valem mais que o recurso; com precedente favorável nos tribunais, o desconto de juros pode não pagar a renúncia à discussão.
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No caso hipotético, os votos vencidos se apoiam numa interpretação que os Tribunais Regionais Federais ainda dividem. O advogado estima uma espera longa e um resultado incerto. A metalúrgica abate R$ 400 mil com prejuízo fiscal acumulado e parcela o restante em 12 vezes.
A economia sobre a planilha original passa de R$ 2 milhões. A empresa deixa a multa, os juros e o encargo, e não paga seguro garantia.
O risco que sobra é o da tese. Se os tribunais federais firmarem depois o entendimento dos votos vencidos, a metalúrgica não recupera o que pagou, porque a quitação extingue o crédito. O parecer registra essa hipótese por escrito, com a data da pesquisa feita.
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